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DE:Dra. Aloisiana – Grupo 273

“Sou médica e, claro, as atualizações têm que ser diárias, porém tenho percebido que a essência da atividade médica precisa continuamente ser revista também em seus princípios. “Curar algumas vezes, aliviar quase sempre, consolar sempre” foi um dizer que escutei pela primeira vez na minha formatura e que sempre procuro lembrar, até porque percebo com frequência que procura-se por variados motivos, que aqui não descrevo, mas quase sempre: curar sempre, aliviar algumas vezes e consolar quase nunca. Trata-se de um aforismo que é frequentemente atribuído a Hipócrates (Druss, 2003, pp. 25-26; Goldbloom, 2003), e que poderia talvez ter sido inspirado na medicina hipocrática, mas não é encontrado nos livros que integram o _Corpus Hippocraticum_. Claro que foi pensado numa época muitíssimo diferente da atual na medicina em que muito menos recursos existiam e que todo o contexto da medicina era outro ( que inclusive a judicialização da medicina não era com é hoje), mas acredito que a essência dele deveria fazer parte da arte médica no seu cotidiano simplesmente porque trabalhamos com pessoas, com vidas.
Percebo também, que apesar de estarmos numa época de muitos recursos em medicina as pessoas se sentem muito e cada vez mais doentes e procuram quase sempre sua “cura” fora de si, colocando suas vidas e suas expectativas nas mãos de outras pessoas que não delas, como se pouco pudessem fazer por si mesmas. Conhecer se verdadeiramente, aprofundar na sua essência e na experiência consigo mesmas, procurar as raízes de seus “verdadeiros males” é algo que não se faz, não se aprende rotineiramente e as vezes pode até ser considerado “perda de tempo”; mas é o que é verdadeiro, o que nos define e o que importa. É o que resgata a gente do “rolo da vida” e nos apodera de nós mesmos e com isso conseguimos nos “recentrar” e caminhar de modo alinhado com a nossa essência, sendo mais gratos pela vida e certamente menos doentes. Na minha experiência no retiro tive a oportunidade de experenciar esse caminho profundo, difícil mas imensamente recompensador de auto conhecimento. Sou eternamente grata por isso.
Forte abraço,
Aloisiana

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