Logo Centro de Vida Madre Clarice

Madre Paulina - Congragação das Irmãzinhas da Sagrada Conceição

Calendário dos Retiros Terapêuticos

Informações sobre o investimento

O que levar ?

Depoimentos

DE:Karla Carrara

Olá, começo meu depoimento em forma de testemunho, porque aprendi que quando damos o nosso testemunho, nós acionamos atmosfera de milagres, a atmosfera do “DEUS, FAZ DE NOVO!”.
Vivi no CVMC, momentos de cura profunda, cura física, emocional e espiritual.
Hoje quero compartilhar um momento que foi um divisor de águas na minha cura espiritual, onde compreendi que quem eu sou é muito maior que qualquer sintoma que meu corpo manifeste , que qualquer diagnóstico médico desfavorável que eu tenha recebido e maior que qualquer outro olhar sobre mim, compreendi que o olhar de Deus sobre quem EU SOU, é o olhar que Ele quer que eu tenha sobre mim, e o olhar DELE sobre mim é de muita vida, uma vida superabundante!
Estava em meu quarto realizando a meditação dirigida sobre as sucessivas ressureições que temos durante toda a nossa vida,quando comecei a ouvir a passagem bíblica que mais fala ao meu espirito, a passagem na qual Maria Madalena, vai até o sepulcro de Jesus e o encontra vazio.
Essa passagem sempre falou alto ao meu espírito, porque sempre fiz uma conexão de empatia com essa mulher, que era não só uma discípula de JESUS , mas também era sua amiga, alguém que conviveu com o mestre, que o reconheceu como Filho do Deus Vivo, que andava bem próximo aos seus ensinamentos e a sua presença.
Muitas vezes imaginei o desespero, a situação de abandono real que ela sentiu ao ver seu mestre crucificado, a sensação de desemparo daquela mulher que até conhecer o mestre nem sabia quem ela mesma era, o medo de perder o mestre, o medo de se perder de si mesma mais uma vez e voltar ao anonimato, a invisibilidade, a dor que não poder realizar os ritos funerários de cuidado com o corpo do mestre, a dúvida, a revolta, como pode o Filho do Deus Vivo , morrer desta forma? O que seria dela? O que seria das pessoas que andavam com Jesus, a ideia de abandono e morte eram tudo que ela tinha…De onde tirar a esperança?Passando por cima de si mesma, ela reúne forças e vai até o sepulcro do mestre, chega até lá e não o encontra! O túmulo está vazio!
Hoje comemoramos o túmulo vazio mas naquele momento nada poderia ser mais devastador, depois de todo o sofrimento da crucificação, a dor ainda não havia se findado, roubaram o cadáver do mestre! o que haviam feito? Onde estaria ele? Maria só queria regatá-lO!
Até que Maria vê Jesus, mas não o reconhece, e não o reconhece por ainda ter em sua mente um Jesus cadáver…
Quando ouvi essa frase ,que Maria Madalena tinha em sua mente a memoria de um Jesus cadáver, tive um insight, uma iluminação, uma compreensão que trouxe vida ao meu coração, estava acontecendo ali comigo, uma ressureição, estava nesse momento compreendendo que eu estava como Maria, que eu também tinha de alguma forma me apegado a esse Jesus cadáver e não ao Deus vivo! Algo em mim, assim como com Maria Madalena, havia se apegado a dor, ao medo, a ideia de desamparo e injustiça, ao ponto de não reconhecer ao mestre e perguntar a ele, onde haviam levado o corpo de Jesus… Já fiz isso tantas vezes! Estar diante de Jesus e ainda assim minha mente perguntar onde ele esta?!
Até que Jesus a chama pelo nome, e quando ela escuta a voz de Jesus, ela compreende que ELE vive!
Imaginem o êxtase, a plenitude da alma desta mulher ao vê finalmente Jesus vivo ali na sua frente!
Ela quer tocar o mestre mas ainda não pode, mas ganha a missão de dizer aos apóstolos que Ele vive! Jesus faz assim conosco, quando ouvimos a sua voz e compreendemos que Ele vive, toda a nossa vida ganha um novo significado, um significado acima do medo , da dor , da dúvida, acima dos sintomas de qualquer enfermidade, acima de qualquer diagnostico médico!
Quando compreendemos que Ele vive, ganhamos a nossa identidade divina, passamos a entender que no mundo teremos sim aflicões mas que podemos ter bom ânimo, porque da mesma forma que Ele ressuscitou nós também ganhamos vida, vida nova, vida em abundância.
Essa passagem até os dias de hoje nos comove, e sempre que penso nessa cena, penso o quanto somos apegados a nossas dores, sofrimentos , emoções e pensamentos negativos, aos ressentimentos e é isso que gera o adoecimento do nosso espírito, do nosso corpo, até o ponto dos sintomas das doenças se manifestarem e nos fazer um convite que a priori tem a aparência de morte, mas lêdo engano, sintomas nos trazem um convite de Vida, e vida manifestando a centelha divina que há em cada um de nós!
Ganhei uma nova identidade no CVMC, “karla Ki”! Ganhei ainda mais vida! Assim como Maria ouviu Jesus chamá-la pelo seu nome, eu também ouvi Jesus me chamar pelo meu nome e compreendi em minha mente, em meu corpo e em meu espirito que Ele vive, e hoje se alegra porque eu também VIVO! EU SOU VIDA!

Obrigada a toda a Equipe do CVMC! Obrigada irmã Graciema Gestadora de milagres, obrigada ao grupo 275, um grupo valente que soube dominar seu ego e liberar a sua essência.

DE:Dra. Aloisiana – Grupo 273

“Sou médica e, claro, as atualizações têm que ser diárias, porém tenho percebido que a essência da atividade médica precisa continuamente ser revista também em seus princípios. “Curar algumas vezes, aliviar quase sempre, consolar sempre” foi um dizer que escutei pela primeira vez na minha formatura e que sempre procuro lembrar, até porque percebo com frequência que procura-se por variados motivos, que aqui não descrevo, mas quase sempre: curar sempre, aliviar algumas vezes e consolar quase nunca. Trata-se de um aforismo que é frequentemente atribuído a Hipócrates (Druss, 2003, pp. 25-26; Goldbloom, 2003), e que poderia talvez ter sido inspirado na medicina hipocrática, mas não é encontrado nos livros que integram o _Corpus Hippocraticum_. Claro que foi pensado numa época muitíssimo diferente da atual na medicina em que muito menos recursos existiam e que todo o contexto da medicina era outro ( que inclusive a judicialização da medicina não era com é hoje), mas acredito que a essência dele deveria fazer parte da arte médica no seu cotidiano simplesmente porque trabalhamos com pessoas, com vidas.
Percebo também, que apesar de estarmos numa época de muitos recursos em medicina as pessoas se sentem muito e cada vez mais doentes e procuram quase sempre sua “cura” fora de si, colocando suas vidas e suas expectativas nas mãos de outras pessoas que não delas, como se pouco pudessem fazer por si mesmas. Conhecer se verdadeiramente, aprofundar na sua essência e na experiência consigo mesmas, procurar as raízes de seus “verdadeiros males” é algo que não se faz, não se aprende rotineiramente e as vezes pode até ser considerado “perda de tempo”; mas é o que é verdadeiro, o que nos define e o que importa. É o que resgata a gente do “rolo da vida” e nos apodera de nós mesmos e com isso conseguimos nos “recentrar” e caminhar de modo alinhado com a nossa essência, sendo mais gratos pela vida e certamente menos doentes. Na minha experiência no retiro tive a oportunidade de experenciar esse caminho profundo, difícil mas imensamente recompensador de auto conhecimento. Sou eternamente grata por isso.
Forte abraço,
Aloisiana

Deixe o seu depoimento!